quinta-feira, 28 de julho de 2011

NOVIDADES!


O Gourmandisme tem uma página nova ali em cima: Viagens Gastronômicas. São vários destinos com restaurantes e dicas para comer bem, seja no café da manhã rápido ou em um jantar especial. 

Escolha o destino, imprima o arquivo e pronto! Dicas para comer bem mundo à fora, testadas e aprovadas! 




quarta-feira, 27 de julho de 2011

Bottarga, conhecendo melhor o caviar brasileiro

Eu sei que já falei da Bottarga aqui no Gourmandisme, mas depois de experimentá-la no estande da marca, na SC Gourmet, um novo post se fez necessário! Afinal, o que tem esse negócio para despertar o interesse de Alex Atala, Roberta Sudbrack e cia?

Para começar, vamos esclarecer o que é a Bottarga: ova da tainha, desidratada e salgada. Ela é produzida a partir de tainhas pescadas no mar de Santa Catarina. O peixe, que só pode ser capturado uma vez por ano, tem alto valor nutricional e suas ovas, de cor dourada, são ricas em Omega 3 e proteínas essenciais para o nosso organismo.

Mas, apesar de sermos um dos maiores fornecedores de ovas de tainha para o mundo, a bottarga está sendo produzida há somente 1 ano e meio no Brasil. Antes disso, exportávamos as ovas para serem transformadas em Bottarga no exterior, onde é muito apreciada. Agora, finalmente, estamos fabricando por aqui e exportando o produto já pronto! 

Realmente posso atestar que é deliciosa e muito diferente. Tanto que trouxe dois pacotinhos para casa, um de bottarga em pó, para usar como tempero e outro ralada, para finalizar entradinhas e massas. Para quem ficou curioso em experimentar, a Bottarga Gold vende pelo site: www.bottargagold.com.



Curiosidades:
Em muitos países onde é consumida, ela é considerada símbolo de boa sorte, prosperidade e felicidade. 

No Japão é dada às mães durante a gravidez.
Na Sardenha, aonde mais se consome bottarga no mundo, é o local de maior longevidade da população.
Na China a bottarga é item obrigatório nas comemorações do Ano Novo chinês.



Acho que são razões suficientes para provar logo o caviar brasileiro...

Para me sentir de férias: sanduíche BLT

Clássico americano, é quase impossível não encontrá-lo no menu de serviço de quarto nos hotéis mundo afora. O famoso BLT significa bacon, lettuce and tomato (bacon, alface e tomate) e é muito fácil de fazer. A única dica, que vi no blog Arte na Cozinha e adotei desde então, é fazer o bacon no micro-ondas. É simples, rápido e não faz sujeira! Depois é só montar e ser feliz...




BLT

Ingredientes
1 colher de chá de maionese
2 fatias de pão de forma
4 fatias de bacon
2 folhas de alface crespa
2 fatias de tomate

Como fazer
Cozinhe o bacon no micro-ondas por 3 minutos, ou até ficar crocante.
Passe maionese nos dois pães, coloque o alface e o tomate.
Termine com o bacon e feche o sanduíche.
Corte na diagonal e sirva com batatas chips ou fritas.


Serve 1.


terça-feira, 26 de julho de 2011

Queijo tipo Grana, catarinense!

Uma deliciosa surpresa do evento SC Gourmet, da última semana, foi o queijo tipo grana da Gran Mestri. Fruto da parceria entre brasileiros e italianos para manter a fidelidade ao tradicional queijo grana do norte da Itália.

A produção desde tipo de queijo é quase que artesanal, e requer muito tempo e dedicação. São no mínimo 12 meses maturando! E, para a minha surpresa, a Gran Mestri vai além, tem ainda as opções de 18 e 24 meses de maturação.

O que resulta em um queijo de massa dura, paladar delicado e aroma levemente frutado. É excelente tanto para risotos, quanto puro. Além de acompanhar muito bem frutas e mel.

Fiquei orgulhosa de um produto tão bom sendo produzido na terrinha. Porque, até então, o único produtor na América Latina era a Gran Formaggio, no Rio Grande do Sul, também de excelente qualidade.


Para comprar, eles recomendam buscar nos supermercados ou entrar em contato através do site.



Molho Picante de Coco, a cara de inverno na praia!

Depois da rápida passada por Blumenau, segui para Florianópolis, visitar a minha mama! Como é bom colo, carinho e comidinha de mãe... Não é? Só que dessa vez, fiquei só com os dois primeiros. Eu que fui para a cozinha fazer o jantar!

Para isso, aproveitei para fazer uma das coisas que mais gosto: passear pelo Mercado Público. O de Floripa é bem pequeno, mas tem tudo que precisamos. Inclusive o Box 32, famosíssimo pelos pastéis de camarão! Não resistimos e tivemos que fazer uma paradinha antes das compras...

Mas, voltando à receita, comprei camarões fresquinhos para acompanhar o Molho Picante de Coco. Simples, rápido, com cara de molho béchamel exibido, mas delicioso sobre um arroz branquinho. 




Molho Picante de Coco 

Ingredientes
30g de manteiga
30g de farinha de trigo
400ml de leite de coco
50g de pimenta biquinho, cortada em pedaços
300g de camarões
manteiga para dourar
sal e pimenta a gosto

Como fazer
Derreta a manteiga e acrescente a farinha, cozinhando por 2 minutos e mexendo sem parar (roux claro).
Adicione o leite de coco (fora do fogo, se preferir) e deixe levantar fervura.
Tempere com sal e pimenta e cozinhe em fogo baixo por 20 minutos, sempre mexendo.
Junte as pimentas e retire do fogo.
Doure os camarões, temperados com sal e pimenta, na manteiga.
Junte ao molho e sirva com arroz branco.


Com cara de praia...


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cozinhando com o chef Emmanuel Bassoleil

No fim da semana passada fui para Blumenau! Adoro ir para a terrinha, mas dessa vez, como só tinha um dia, foi uma verdadeira maratona: devolvi a afilhada, matei a saudade do irmão, conheci o evento gastronômico SC Gourmet (nos próximos dias vou falar com detalhes de dois produtos deliciosos) e terminei  a noite cozinhando com o chef Emmanuel Bassoleil!

Pois é, o primeiro dia de evento contava com uma aula-show do chef nascido na Borgonha e responsável pelo restaurante Skye, do Hotel Unique. Me inscrevi normalmente, junto com meu irmão (que é chef de cozinha lá no sul), e logo no começo ele anunciou que precisaria de uma assistente. Não tive dúvidas... Lá fui eu!




Ajudei na preparação do prato principal, o Risoto de Vin Rouge com rúcula e moela de pato. O preparo é o tradicional para risotos, o que mudam são os ingredientes: moela de pato previamente cozida, cozinhada junto com o arroz, desde o começo; queijo coalho e rúcula adicionados perto do fim; e queijo mascarpone, para finalizar (no lugar de manteiga)

Para a sobremesa, Sopa de Frutas Vermelhas com Queijo Mascarpone. Ela é muito simples de preparar, mas absolutamente deliciosa! Basta misturar no liquidificador:

250g de frutas vermelhas
70g de açúcar de confeiteiro
1 colher de chá de canela em pó
250ml de vinho tinto

Para servir, colocar uma bola de queijo mascarpone no centro do prato, e regar com a sopa bem gelada. Um raminho de alecrim ou hortelã decoram muito bem este prato.




E como se tudo isso não fosse suficiente, ainda ganhei um livro autografado do chef Emmanuel, pela participação... Portanto, aguardem mais receitas direto do restaurante Skye!



Para começar a semana bem... café da manhã à francesa!

Mais simples do que fazer um omelete. Mais rápidas do que um croque monsieur. E tão deliciosas quanto qualquer um deles. São as french toasts. Um tanto parecidas com as nossas rabanadas. Mas com pequenas diferenças. 

Aqui, os pães não são amanhecidos. São comprados para isso. Nada de fritar por imersão em óleo quente. Apenas dourar em um pouquinho de manteiga. E para finalizar, um pouco de açúcar de confeiteiro e uma boa geleia.

Ficam molhadinhas e deliciosas...


French Toasts

Ingredientes
2 ovos
60m de leite
1/4 de colher de chá de canela em pó
6 pedaços pequenos de pão de forma
manteiga para dourar
2 colheres de sopa de geleia da sua preferência (eu usei de cerejas)
1 colher de maple syrup (ou mel)
Açúcar de confeiteiro para finalizar

Como fazer
Bata os ovos, o leite e a canela em uma vasilha grande e rasa (pode ser um prato fundo).
Misture os pedaços de pão na mistura, por 2 minutos cada lado.
Enquanto o pão está sendo embebido, aqueça em fogo baixo a geleia com o maple syrup. Reserve.
Aqueça a manteiga numa frigideira e doure as fatias de pão em fogo médio, 2 minutos de cada lado.
Para servir, polvilhe as french toasts com o açúcar de confeiteiro e regue com um pouco da calda de geleia.


Não tem como não começar bem o dia....



quinta-feira, 21 de julho de 2011

Eu e a massa folhada

Na cozinha, são poucas coisas que me deixam com preguiça. Geralmente tenho a maior disposição e já quero fazer as novidades. Porém, quando se trata de massa folhada... Faço corpo mole mesmo, enrolo e acabo comprando a versão pronta!

E foi nesse espírito de preguiça que resolvi testar os Mini Vol-au-Vent da Arosa. E não é que eles cresceram direitinho? Uniformes, crocantes e deliciosos! Foi uma grata surpresa!

Montei estes canapés hoje de manhã para deixar para o marido e amigos. Foi fácil, rápido e até que ficaram simpáticos... 




Canapés folhados com ovas de salmão

Ingredientes
1 pacote de Mini Vol-au-Vent Arosa
1 porção de sour cream (3 colheres de sopa de creme de leite fresco + 1 colher de chá de limão)
1 vidro de ovas de salmão

Como fazer
Asse a massa conforme instruções do fabricante.
Espere esfriar e monte os canapés com 1 colher de chá de sour cream e 1 colher de chá de ovas.
Deixe no refrigerador até o momento de servir.



Simplicidade!



Resgatando os ovos de codorna...

Há algum tempo venho pensando nos ovos de codorna e em como eles estão esquecidos por aqui (o livro do Michel Roux me ajudou nisso). No máximo vemos os pobrezinhos em um pote de conservas. Sinceramente, não entendo a razão. São deliciosos, versáteis e baratos! Por isso, mesmo sem ter nenhuma receita em mente, comprei uma caixa na semana passada.

A oportunidade não tardou a surgir. Esta noite o marido reunirá alguns amigos em casa, aproveitando que estará sozinho (vou para o Sul, levar a afilhada para casa). E, como sempre, pediu umas comidinhas. 

O único porém é que o marido não sabe nem como ligar o forno, imagine esquentar qualquer coisa. Foi aí que a receita de Ovos de Codorna Mimosa caiu como uma luva! Fiz de manhã e já está na geladeira, só precisando ser retirada e servida. Não tem como errar! 




Ovos de Codorna Mimosa

Ingredientes
12 ovos de codorna
1 colher de sopa de maionese (eu fiz caseira, mas pode ser a pronta)
1 colher de sopa de creme de leite
sal e pimenta para temperar (se tiver flor de sal, fica ótimo)
páprica e cebolinha para decorar

Como fazer
Cozinhar os ovos em água fervente, por 5 minutos.
Esfriar imediatamente em água fria e descascá-los completamente.
Cortar cuidadosamente um terço de cada ovo, na parte menor, e retirar as gemas.
Misturar as gemas, maionese, creme de leite, sal e pimenta.
Encher delicadamente as partes maiores das claras de ovo com o creme.
Em seguida, cubra com o um terço retirado e espete um grande palito.
Apresente os ovos em copinhos forrados com cebolinha e páprica salpicada por cima.



DICAS
- cozinhe alguns ovos a mais, pois algumas claras podem rachar ao descascar
- descasque os ovinhos sob um fio de água corrente, ajudará a desgrudar mais facilmente
- comece a descascar pela parte mais larga do ovo, onde se concentra uma bolsa de ar



Embora pareça meio anos 90, ficou tão bom...



quarta-feira, 20 de julho de 2011

A estrela é o ovo!

"Os ovos, pela genialidade em todas as formas de preparo, merecem grande respeito". Michel Roux

Estou in love com os ovos desde que comprei o livro Receitas com Ovos, do chef francês Michel Roux. Um livro delicioso, inteiramente dedicado ao ingrediente. Ovos pochés, mexidos, ao forno, suflês, crepes e cremes. Tudo com o ovo em destaque. 

A receita desta noite foi a primeira, de muitas, retirada deste livro. Ela está logo no comecinho, na primeira seção, Ovos Cozidos e Mollet, e me encantou pela praticidade, mas ao mesmo tempo charme e sabor. 

Fiz pequenas alterações, retirando o molho de acompanhamento e temperando somente com azeite, sal e pimenta; mas a essência do prato permaneceu. Uma delícia! Inclusive, já ouso dizer: aguardem várias outras receitas com ovos...




Ovo Mollet sobre Caranguejo

Ingredientes
150g de carne de caranguejo (usei o King Crab)
1 ovo grande, em temperatura ambiente
folhas de alface
azeite, sal e pimenta a gosto

Como fazer
Doure a carne no azeite, rapidamente, e reserve.
Ferva uma panela pequena de água, com uma colher de vinagre (isso impede que o ovo rache).
Coloque o ovo e abaixo o fogo. Cozinhe por 3 minutos e resfrie em água corrente.
Monte o prato com o caranguejo primeiro e o ovo descascado por cima.
Sirva com o alface ao lado.


Alternativa: a carne de siri também fica muito boa! 



Frutos do mar com embutidos numa mistura espanhola!

Acho que a Espanha me influenciou mais do que eu imaginava. Toda aquela mistura de sabores me animou para ousar por aqui também. Claro que a gastronomia francesa continua sendo a favorita, mas a espanhola trouxe novidades para a minha cozinha que já não vivo sem.

Uma delas é o uso dos frutos do mar. Eles os têm e usam em abundância: vieiras, anchovas, ouriços. E foi neste clima que escolhi a combinação para o jantar de ontem à noite: polvo + chorizo + cebolas, tudo em um risoto. Batizei de risoto ibérico e comemos até acabar...



Risoto Ibérico

Ingredientes
1 cebola, cortada em fatias
1/2 chorizo, cortado em cubos (por aqui, a versão portuguesa está à venda na Cosa Nostra Deli)
100g de polvo, cortado em cubos
150g de arroz 
1l de água quente
sal e azeite a gosto

Como Fazer
Comece dourando a cebola em uma colher de sopa de azeite.
Acrescente o chorizo e em seguida o polvo.
Junte o arroz e deixe dourar por mais 2 minutos.
Adicione a água e cozinhe em fogo alto até secar 90% do líquido.
Retire do fogo, tampe e aguarde 5 minutos até servir.


Algumas considerações:
- não usei vinho branco para deglaçar, pois o chorizo já libera bastante líquido 
- também não usei caldo de legumes ou frutos do mar, pois a riqueza de sabores já é enorme 
- para finalizar, ele ficará tão molhadinho, que não há necessidade de azeite ou manteiga



Extra:

Minha afilhada de 10 anos está passando a semana comigo. E, confesso, tem sido uma experiência culinária totalmente diferente. Para começar, me aventurei em partes do supermercado que não conhecia muito bem, as comidas prontas congeladas com desenhos infantis. Acho que trouxe a turma da Mônica inteira para casa!

Então, todas as noites estou cozinhando duas refeições distintas: uma mais elaborada para mim e para o marido; e outra mais divertida, para a afilhada. Aqui está o prato dela (essas são suas mãozinhas) de ontem à noite: arroz, salada e chicken popcorn!  




Mamães leitoras do blog, aceito mais sugestões!


terça-feira, 19 de julho de 2011

5 pedacinhos da França em São Paulo

Adoro cozinhar, não precisaria nem dizer. Mas de vez em quando vem aquela vontade de passar longe da cozinha. Ah como é bom sentar e ser servida... Não é?

Nessas horas tenho alguns "lugares francesinhos" que vou de olhos fechados! Alguns estão na moda, outros não, mas em todos a comida é deliciosa e fiel à francesa. Estes são os meus restaurantes favoritos em São Paulo:

Ici Bistrô
R Pará 36 - Consolação
Um dos cardápios mais fiéis ao savoir-faire francês da cidade, na minha opinião. Para a entrada, escargots, barriga de porco e coxinhas de rã. Para o prato principal, arraia noisette e escalopes de fígado sempre me deixam dividida. E para a sobremesa, pain perdu. Simplesmente perfeito!

L'Entrecôte d'Olivier
R Doutor Mário Ferraz 17 - Jardim Europa
Restaurante do chef/padeiro Olivier Anquier. No cardápio, um único prato, o entrecôte. Acompanhamento batatas-fritas e molho secreto da casa. Com um pouquinho de atenção, após algumas garfadas, já dá para perceber que a base é feita de fígado. Uma delícia! Na sobremesa, difícil resistir à enorme travessa de mousse de chocolate

R Pedroso Alvarenga, 1170 - Itaim Bibi
Clássico há anos, o cardápio lembra o do restaurante do Paul Bocuse. Chateaubriand, magret de canard e salmão com ervas. E um extra: para quem quiser comodidade, o delicioso strogonoff de carnes (que já é quase uma tradição aqui em casa) só está disponível para entrega

R Fradique Coutinho 179 - Pinheiros
Já falei dele em março e em maio, mas não poderia deixá-lo de fora desta seleção. Reforço algumas delícias como o camembert em crosta de mel trufado, a costela bovina braseada com molho rôti e o fondant de chocolate belga. Perfeição todas as vezes! 

R Haddock Lobo, 1002 - Jardins
Outro lugarzinho que já falei, mas que não posso deixar de repetir. A entrada abóbora, o prato principal porco e a sobremesa pêra são originais e imperdíveis.  



Bom, esses são os meus favoritos. E os seus? Adoro receber boas indicações!


Boeuf à la bourguignonne, do Paul Bocuse

Esse foi um dos primeiros pratos franceses que fiz, e até hoje é um dos meus favoritos! Já fiz com vários tipos de carne: patinho, coxão-mole e coxão-duro. Mas o melhor é com músculo bovino. Também já testei vários tipos de vinho: uvas cabernet sauvignon, merlot e syrah. Mas com nenhuma outra fica tão bom quanto com a tradicional pinot noir, da Borgonha.  

Achava que já tinha testado tudo, até encontrar a receita do Paul Bocuse. Músculo bovino, uva pinot noir e mocotó bovino! Sim, um pedaço de mocotó colocado logo no começo do cozimento e retirado somente na hora de servir. No começo achei estranho, mas faz todo o sentido! É muito melhor do que qualquer caldo de carne.

O resultado ficou tão bom que acrescentei definitivamente o mocotó à minha receita! 




Boeuf à la bourguignonne

Ingredientes
1 kg de músculo bovino
1 mocotó bovino
100g de bacon picado
2 colheres de sopa de farinha
1 litro de vinho tinto, de preferência uva pinot noir
1/2 litro de caldo de vitela
1 bouquet garni (raminho de salsa, tominho e louro amarrados) 
300g de cogumelos paris inteiros
1 dúzia de cebolas pequenas
açúcar para caramelizar
1 dúzia de batatas pequenas
sal, pimenta e azeite a gosto

Como fazer
Doure a carne, temperada com sal e pimenta, no azeite. Adicione o mocotó e o bacon.
Quando estiverem bem douradas, misture a farinha e frite por mais 2 minutos.
Acrescente o vinho e o caldo de carne. Abaixe o fogo para o mínimo e cozinhe por 3 horas.
Enquanto isso, caramelize as cebolas pequenas inteiras, em água com açúcar.
Cozinhe as batatas pequenas descascadas e inteiras, até ficarem levemente macias.
Após as 3 horas de cozimento da carne, acrescente as cebolas e os cogumelos paris.
Cozinhe por mais 1 hora.
Retire o mocotó e o bouquet garni e sirva acompanhado de batatas.



Prazeres do inverno...



segunda-feira, 18 de julho de 2011

Onde encontrar as melhores receitas do Paul Bocuse

Eu tenho falado tanto sobre o chef francês Paul Bocuse no Gourmandisme, e ainda vou falar, que talvez seja a hora de indicar uma boa fonte de receitas e estudos. Mas diante do tamanho da história do chef, um livro seria pouco. Portanto, seguem os meus dois livros favoritos.


O primeiro, A Cozinha de Paul Bocuse, de 1976, foi escrito por ele no auge da carreira. Absolutamente todos os clássicos da cozinha francesa, com o toque do chef. Muitas carnes, aves, legumes e acompanhamentos. Ainda não era moda servir em mini porções, então, todas as receitas são muito bem servidas. Uma viagem, deliciosa, ao túnel do tempo gastronômico. Perfeito para os dias especiais.
Disponível na Estante Virtual

O segundo, Simple comme Bocuse, lançado no ano passado, foi supervisionado por ele, mas escrito pelo seu principal chef, Christophe Muller. Aqui é tudo diferente. As porções são menores. Ele dá várias dicas de apresentação. Usa ingredientes mais corriqueiros. Mas, o charme do chef do século está lá. Ideal para o dia-a-dia.
Disponível somente na Amazon.


O primeiro retrata os clássicos. O segundo é mais moderninho. Em comum? A essência de Bocuse, com foco na qualidade dos ingredientes, na precisão do preparo e na simplicidade da apresentação.  


Gougères, o pão de queijo francês

Eu adoro pão de queijo. O clássico mineiro. Na verdade, adoro tudo que tem queijo. Acho muito difícil algum prato com queijo não ser bom, até hoje não encontrei nenhum. Por isso, quando vi em dois livros, trazidos de viagem, receitas de Gougères, resolvi fazer para o final de semana!

Gougères são bolinhos de queijo, feitos com gruyère, da região da Borgonha. A grande vantagem deles sobre a nossa versão tupiniquim, é que ficam ótimos tanto quentes quanto frios. O que os tornam perfeitos para um jantarzinho entre amigos ou até uma festinha.

Ficam excelentes degustados com vinho, ou como aperitivo, acompanhados de uma boa manteiga. 



Gougères

Ingredientes
250ml de água
80ml de leite
10g de flor de sal de Guérande
250g de farinha de trigo
4 ovos
60g de manteiga
150g de queijo gruyère ralado

Como fazer
Pré-aqueça o forno à 200°C.
Ferva a água com o leite e junte a manteiga e o sal.
Retire do fogo e junte a farinha. Mexa continuamente até incorporar.
Adicione, um a um, os ovos. E por último, o queijo.
Coloque uma colher de sopa dentro de cada forminha de mini-cupcakes; ou faça bolinhas e coloque em uma assadeira, deixando um espaço entre elas (eu usei a primeira opção).
Asse por 20 minutos.


Para variar um pouco...



sexta-feira, 15 de julho de 2011

À espanhola, com chourizo!

Mais um produtinho que surrupiei na mala: chorizo ibérico. Este é o tipo bellota, espécie de porquinho de pés negros. Isso mesmo, é o mesmo porquinho que dá origem ao tão famoso jamón pata negra. Utiliza-se o pernil traseiro e o lombo, para produções específicas e o restante para a produção do chorizo.

Curiosidade: o nome de bellota é devido ao fato de se alimentar somente de pequenas castanhas, similares à avelã, as bolotas. 

A forma mais tradicional de degustá-lo é cortado bem fininho, como tapas (aperitivo). Porém, ele acabou virando um jantarzinho ontem à noite. Cortei fatias generosas e as dourei rapidamente em uma frigideira bem quente. Para acompanhar, um purê de mandioca com alho.




Harmonização:
O melhor vinho para saborear o chorizo, ou qualquer outro embutido, é o tipo Jerez, também espanhol. O Manzanilla La Gitana tem uma boa relação qualidade-preço.



Pain d'Épices, o clássico bolinho francês!

Ontem no fim do dia bateu aquela vontade de assar alguma coisa. Acho que para matar a saudade da minha cozinha. Então, folheando alguns livros, cheguei à conclusão que iria fazer bolo de mel e amêndoas. 

Mas quando fui para a dispensa, me deparei com um vidrinho de melado de cana pela metade e um potinho de Cocktail Pain d'Épices, que acabei de trazer de viagem (especificamente de Dijon, capital da Borgonha e também capital nacional do bolinho em questão). 

Mudança de planos. Resolvi testar uma receita de um dos livros trazidos de lá, mas com um leve toque brasileiro, vindo do melado. Já que lá o tradicional é usar mel. A outra alteração foi que ao invés de fazer em forma de bolo inglês, fiz em mini forminhas, com só um pouquinho de massa, para ficar como um shortbread, facinho de comer com as mãos!

Quando ainda estavam no forno já dava para sentir o aroma na cozinha inteira! Tanto que não aguentei esfriar para experimentar. A mistura de temperos ficou uma delícia, intensa e ao mesmo tempo complexa!




Pain d'Épices

Ingredientes
200ml de leite
125g de melado
1 colher de chá de fermento biológico
250g de farinha de trigo
125g de açúcar
1 ovo
2 colheres de sopa de cocktail pain d'épices (receita abaixo)
1 pitada de sal

Como fazer
Pré-aquecer o forno a 150°C e untar uma forma de bolo de sua escolha.
Levar à ebulição o leite, acrescentar o mel e o fermento. Retire do fogo e reserve.
Misture a farinha, o açúcar, o leite, o ovo, o sal e o cocktail.
Leve ao forno por 30 minutos, ou até, ao espetar um palito, ele saia limpo.
Desenforme ainda quente e esfrie sobre uma grade.


COCKTAIL Pain d'Épices
Misture bem todos os ingredientes abaixo e guarde em um pote fechado.

1 1/2 colher de café de canela em pó
1 1/2 colher de café de gengibre em pó
1/4 colher de café de noz-moscada ralada na hora
1/4 colher de café de pimenta-do-reino moída na hora
1/2 colher de café de cravo em pó
1/2 colher de café de canela em pó


Um sabor diferente...



quinta-feira, 14 de julho de 2011

Comidinhas on-line!

Recebi hoje um e-mail do site de compras COQUELUX e não pude deixar de dividir aqui no Gourmandisme. Livros de gastronomia, temperos do mundo, foie gras, vinhos. Tudo com um precinho camarada. Como acabei de chegar de viagem, o marido não vai gostar de mais comprinhas... Mas, nem por isso deixei de selecionar os meus favoritos e passar para vocês!


Livros de Gastronomia
Todas as opções são ótimas, mas recomendo o Capim Santo, da chef Morena Leite. O kit Mini Madeleines, de livro + forminhas. Mini Quiches e Tortas, também livro + forminhas. E o Gourmet Sustentável.


Foie Gras
Não requer muita explicação. Qualquer uma destas opções é deliciosa: de pato, de ganso e de ganso com trufas negras.


Caldos
Não é a primeira vez que indico os caldos da Nomu por aqui. Tenho sempre em casa, porque eles não contém qualquer realçador de sabor, corantes ou conservantes. Ainda tem disponível lá o de cordeiro, vegetais e galinha.




Até domingo, dia 17 de julho...

Voltei.

Normalmente eu poderia escrever alguns parágrafos sobre meus sentimentos em voltar de férias. Sobre a saudade dos lugares, cheiros e comidas. Sobre como é bom não fazer nada em outro lugar. Mas, desta vez, estou até feliz em voltar. 

E esta felicidade está totalmente ligada aos souvenirs surrupiados dentro não só da minha mala, como na do marido também... Livros e temperos! E por temperos, leia-se desde óleo de amendoim até foie gras, passando por tapenade, pasta de vieiras, açafrão moído e trufas negras! Sinceramente, não vejo a hora de juntar os dois e curtir alguns pratos novos com gostinho de viagem... 

Mas, no primeiro jantar em casa, o menu foi outro. Apesar da cozinha francesa ser a minha favorita, vez ou outra bate aquele desejo de uma comidinha caseira, bem brasileira.

E ontem à noite não deu outra. Só conseguia pensar em uma combinação: arroz, feijão, bife e farofa. O potinho de feijão já cozido no congelador foi a salvação. Numa passada rápida no hortifruti aqui do lado de casa, consegui o contra-filé (faux filet para os franceses, só para não perder o costume...) e arroz e farofa não tem segredo, né?




E assim, com uma combinação mais brasileira impossível, definitivamente voltei para casa...


PS- aos blogueiros e blogueiras amigos, obrigada pelo carinho na minha semi-ausência. Estou ansiosa para retomar a leitura e ver tudo de bom que foi feito por aqui nestes dias. Mas quase caí para trás ao acessar meu Google Reader... 900 atualizações! Vocês escreveram bem, hein? Acho que vou precisar de alguns dias para me atualizar...


quarta-feira, 13 de julho de 2011

O que é que a Espanha tem?

Muita comida boa. Especialmente no País Basco, último destino da viagem. Pois é, a França ficou para trás. Cheguei a ficar triste por algumas horas, acreditam? Mas... Assim que cheguei no restaurante Akelare, o baixo astral passou rapidinho!

Um dos clássicos restaurantes de San Sebástian, mas que de clássica, a comida não tem nada. Agora, de criativa, leve, saborosa e divertida tem muito! Com vocês, algumas criações do chef Pedro Subijana


Kit de Boas Vindas
Imitando os produtinhos de hotel, foi o prato mais estranho, e ao mesmo tempo mais divertido, que já comi. 

O gel é de tomate e abacate. A esponja é um biscoito de cebola, para comer junto com o gel. O saquinho de sais de banho, que vai diretamente à boca, é feito de gelatina transparente com recheio de farofa de camarão. 

O potinho de creme é na verdade queijo cremoso regional. E o que parece um enxaguatório bucal é um cocktail! 



Foie Gras com "Sal & Pimenta" 
Este prato chega na mesa somente com os dois escalopes de foie gras. O garçon vem gentilmente comunicar que vai finalizar na mesa, com sal e pimenta. 

Daí acontece o inesperado: ele coloca muito!!! Aproximadamente 4 colheres de chá de sal e mais umas 2 de pimenta. Diante da minha cara de choque, ele começa a rir e explica. 

O que parece sal, é na verdade açúcar em escamas e o que parece pimenta são flocos de arroz. Ufa... 



Leite e Uva, Queijo e Vinho
Uma brincadeira com a evolução dos produtos. Começa-se pela direita, com leite de ovelha coalhado, em forma sólida. O próximo é requeijão em farelos. Na sequência, queijo Quark, que até agora não sei o que é. 

Depois, o favorito do marido, queijo da região semi-curado com geleia de vinho. O penúltimo é a recriação de uma uva, mas com recheio de queijo cremoso, que explode na boca! E por fim, o meu favorito, sorvete de gorgonzola! Já estou com ideias para reproduzi-lo aqui em casa...




Cerejas 

Não se engane. O que parecem simples cerejas carnudas, são uma deliciosa sobremesa de creme de cerejas e Kirsch. recheando as cascas de cereja. 

A farofinha embaixo é de baunilha. 




Eu, tiete
Depois de tudo isso e mais um pouco (foram 9 pratos, escolhi os mais interessantes para vocês), quando o chef veio na mesa, nem pensei duas vezes: fotinho!



Simpático o velhinho, né?


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Chez Paul Bocuse

Sabe aquela criança que sonha em conhecer a Disney? A Cinderela e toda a turma? Então, essa era eu, até jantar no restaurante do chef francês Paul Bocuse.

Chegando lá...


A pequena cidade de Collonges au Mont d'Or, ao lado de Lyon, abriga o restaurante do famoso chef. Até as placas de trânsito indicam a direção! Como se precisasse, com a quantidade de cores da casa, é impossível passar direto...

Dando uma geral


Paul Bocuse, a marca. Ela está por tudo: na mantegueira, nos pratos, talheres, saleiro e pimenteiro... 

Os pratos salgados


Aqui eu entendi a fama. Comida impecavelmente feita e apresentada. E com uma riqueza de sabores... Começou com um foie gras fresco, levemente grelhado, sobre uma polenta meio-cremosa. Na sequência, a famosíssima (e a mais esperada por mim) sopa V.G.E., criada em 1975, leva foie gras, trufas negras e uma massa folhada por cima. Já estava feliz da vida depois dela, mas ainda veio o filé de linguado à Fernand Point (em homenagem ao mestre do Bocuse) e o poulet de Bresse, frango da região, assado com trufas negras, cortado na mesa e coberto com um molho delicioso de cogumelos morilles.

O sorvetinho de vinho tinto veio para preparar nosso paladar para as sobremesas... Très chique...

Os doces


Sabe aquela coisa de ler o cardápio de sobremesas e ficar imaginando como cada um vem? Aqui isso não existe, porque todas as sobremesas vêm até a mesa! Primeiro, uma mousse de chocolate, clássica da casa. Depois, e só escolher... O marido foi de morangos e framboesas frescas e eu fui de ovos nevados, com cobertura de molho anglaise e amêndoas. Perfeito!


Nossa mesa


Uma espiadinha no nossa mesa e no salão, já vazio, no fim da noite...


A cozinha do chef


Não podia deixar de espiar a cozinha, que para a minha surpresa, é gigante! Muitas panelas penduradas, bancadas enormes e a marca do M. Paul Bocuse por todos os lados.

Última olhadinha na minha Disney...



Olhando assim, toda iluminada, parece ainda mais com um parque de diversão, não é?


ps - teclado maluco, com poucos acentos disponíveis. Quando chegar em casa, corrijo tudo, ok? tudo corrigido usando o meu querido notebook!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Um pulinho no marché!

Tem dois lugares que nunca deixo de ir em uma viagem: farmácia e supermercado! O primeiro, para os produtinhos de beleza que nós mulheres adoramos, e o segundo para as comidinhas que nós cozinheiras/os não vivemos sem!!! E na França é uma alegria! Muitos produtos frescos, pães, queijos, leite, creme de leite de todo tipo, carnes variadas... Enfim, um mundo de coisas! 

Nessa viagem não foi diferente, quando paramos para fazer um lanche bem na frente de um Carrefour, não deu outra. Jurei para o marido que levaria só 5 minutinhos lá dentro. Depois de dar uma geral no corredor de temperos, não aguentei, saquei a câmera da bolsa e comecei a tirar fotos sem dó. O marido morreu de vergonha e fez de conta que não me conhecia... Mas consegui as fotos! rs  


Sauces
Molhos prontos, líquidos, que nem de longe lembram o que temos por aqui... Hollandaise, Poivre, Béarnaise, Béchamel, Beurre Blanc, Roquefort, Carbonara e um especial para Gratinar com Emmenthal. Pode isso?



Bouillons
Os famosos caldos, para quem quer fazer tudo do zero, ou pelo menos do quase zero... Peixe, frango, carne e legumes. São até parecidos com os nossos, mas não parecem mais charmosos?



Aides Culinaires
Ajuda culinária, na definição da própria Knorr. Base para gelatina salgada, o aspic; kit para cozinha em papillote, com saquinho e temperos para peixe e frango; e o que foi a maior descoberta para mim, Bouquet Garni em cubinhos! A famosa tríade francesa de louro, salsinha e tomilho, em versão desidratada. 




Momento confissão: não compro muita coisa pronta. A quantidade exagerada de sódio presente nelas me impede. Mas, durante essa visitinha, fiquei com tanta vontade de experimentar o molho roquefort e o bouquet garni que trouxe um pacotinho para casa. Só desta vez vale, né?


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Pizza Francesa

Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe. Traduzindo... Não dá para comer só em restaurante estrelado na França. Sempre bate aquele momento desespero de fome, de quem acordou tarde, perdeu o café da manhã, comeu um sanduíche comprado no mercadinho da frente do hotel e não acha nenhum restaurante aberto e/ou disponível. 

E o que acontece? Fast food! Na falta de um hambúrguer por perto, fomos de pizza. Mas, pelo menos dessa vez, conseguimos "afrancesar" o almoço com a pizza La Savoyarde de queijo de cabra, creme de leite, bacon, cebola e batatas. É ou não a cara dos franceses?



Bônus Fast Food: não resisti e tive que tirar uma foto do cardápio de sorvetes da Carte D'Or (versão internacional da Kibon): caramelo e flor de sal, chocolate 70% cacau do Equador, Madeleine com pedaços da própria, baunilha de Madagáscar... Proponho uma campanha para a Kibon lançar esses sabores no Brasil!!




Paris e Borgonha ficaram para trás, Bordeaux nos espera...




segunda-feira, 4 de julho de 2011

Le Chateaubriand, o número 9.

Não aguentei ficar muito tempo longe do blog... Choraminguei pro marido e consegui um tempinho para relatar a primeira experiência gastronômica...

Desde o começo dos preparativos desta viagem, me virei nos 30 para colocar uma noite em Paris. O motivo? Le Chateaubriand, bistrô acessível, mas com altas pretensões gastronômicas, que neste ano pulou para o número 9 do ranking da Revista Restaurant. Muita ansiedade e vários DDIs depois, consegui a reserva! 

Desembarcamos em Paris no sábado às 16h do horário local (graças às 5 horas de fuso no verão). Conseguimos pegar o carro e sair do aeroporto às 17:30h. Chegamos no hotel às 18:30h. Reserva para as 20h. Ou seja, chegamos em Paris para comer. E comer bem... Mas, antes de entrar no cardápio, uma olhadinha no lugar.




Fora do circuito badalado, fachada sujinha, fila na porta, cadeiras, pratos e taças simples. Passando na frente, não dá para notar a diferença entre ele e um outro bistrô qualquer. Mas, quando começam a vir os pratos...





Pão caseiro, carolinas de queijo com semente de papoula, aspargo envolto em algas, consommé de melancia e framboesa, sashimi de atum com farofinha doce e sopinha de rabanetes agridoce, para começar.




Depois, ceviche com leche de tigre e polvos, bacalhau fresco, com cogumelos e chips de casca de limão, pâncreas de cordeiro com ervas. Sim, você leu certo, pâncreas mesmo. Virou moda fazer essas vísceras nos restaurantes moderninhos da Europa e não ia ser diferente neste. Mas, apesar de parecer estranho, vou ser sincera, foi o melhor prato da noite!




Na sequência, para quebrar o sabor dos salgados e nos preparar para os doces, os queijos. O roquefort, feito com leite de cabra não-pasteurizado foi de longe o melhor para mim. Absurdamente macio e saboroso, com a consistência quase de uma pasta. Nem pensei, deixei os outros para o marido e comi só ele. Morangos com hortelã e zabaione sobre cerejas (já fizemos aqui no blog, chique né?) completaram o menu. O cafezinho vem acompanhado de um delicioso bolinho de amêndoas.


Surpresa número 1: saiu tudo desta pequenina cozinha.



Surpresa número 2: este menu completo custou 55 euros por pessoa, algo em torno de R$ 126. Muito menos do que esperávamos pela experiência.



Enfim, depois de tudo isso, só resta uma coisa a fazer: aplausos ao chef basco Iñaki Aizpitarte!